Um recente estudo revelou que a Doença de Alzheimer pode danificar o cérebro em duas fases distintas. Na fase inicial, que ocorre lentamente antes do surgimento de sintomas, o Alzheimer afeta apenas alguns tipos de células vulneráveis. Na fase tardia, a doença causa danos mais extensos, coincidentes com o surgimento de sintomas como perda de memória e a rápida acumulação de placas e emaranhados. Esses achados, publicados na Nature Neuroscience, podem mudar a forma como a doença é diagnosticada e tratada, permitindo intervenções mais precoces.
Utilizando ferramentas avançadas de mapeamento cerebral, os cientistas analisaram o cérebro de 84 pessoas e identificaram que, na fase inicial, há a morte gradual de células chamadas neurônios inibitórios somatostatina (SST). Isso contraria a crença anterior de que o Alzheimer afeta principalmente neurônios excitatórios. Esse estudo traz uma nova compreensão sobre os circuitos neurais e como as alterações silenciosas podem desencadear os problemas associados à doença. A pesquisa, parte do Seattle Alzheimer’s Disease Brain Cell Atlas (SEA-AD), também pode orientar o desenvolvimento de novos tratamentos direcionados a fases específicas do Alzheimer.
Link para o estudo: http://dx.doi.org/10.1038/s41593-024-01774-5
Conteúdo por: Dr. Caio Robledo Quaio, MD, MBA, PhD
Médico Geneticista – CRM-SP 129.169 / RQE nº 39130
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