Colírio com pilocarpina e diclofenaco melhora visão de perto por até 2 anos — dados ESCRS 2025

Adeus, óculos de leitura? Colírio promete devolver a visão de perto por até 2 anos

Estudo apresentado no ESCRS 2025: colírio com pilocarpina + diclofenaco melhora a visão de perto e mantém efeitos por até 2 anos.

Adeus, óculos de leitura? Dados apresentados no Congresso Europeu de Catarata e Cirurgia Refrativa (ESCRS 2025) mostram que um colírio combinando pilocarpina e diclofenaco melhorou a acuidade de perto em pessoas com presbiopia. Entre >750 participantes, muitos leram até 3 linhas a mais e relataram benefício mantido por até 24 meses, com baixa taxa de eventos adversos.

Como funciona

  • Pilocarpina: contrai o músculo ciliar e o esfíncter da íris, aumentando profundidade de foco e acomodação.
  • Diclofenaco: anti-inflamatório que reduz desconforto/hiperemia, ajudando na tolerabilidade.

Principais resultados

  • +3 linhas em testes padronizados de leitura para grande parcela dos participantes.
  • Duração: benefício sustentado em acompanhamentos de até 2 anos.
  • Estratificação: presbiopia leve respondeu bem a pilocarpina 1%; casos mais avançados exigiram concentrações maiores.
  • Segurança: eventos adversos geralmente leves e transitórios.

Para quem é indicado?

Pessoas com presbiopia que não se adaptam a óculos de leitura, a lentes multifocais ou que não são candidatas a cirurgia refrativa. A decisão deve ser individualizada com oftalmologista.

Limitações e próximos passos

Os dados são de apresentação em congresso — ainda requerem estudos multicêntricos, randomizados e publicação revisada por pares para confirmação ampla da eficácia/segurança a longo prazo.

Perguntas frequentes

O colírio substitui totalmente os óculos?
Em muitos casos reduz a dependência de óculos para perto, mas a resposta é variável e pode não eliminar a necessidade em todas as situações.
Quais efeitos colaterais esperar?
Possíveis ardor, vermelhidão e dor de cabeça leves e transitórias. Raramente, visão turva temporária. Procure avaliação se os sintomas persistirem.
É indicado para todo mundo?
Não. Pessoas com glaucoma de ângulo fechado, certas doenças oculares ou uso de medicações específicas devem avaliar riscos com oftalmologista.

Referências

  1. ESCRS 2025 — Pilocarpine + diclofenac for presbyopia: 2-year outcomes (apresentação)

Conteúdo elaborado por: Dr. Caio Robledo Quaio, MD, MBA, PhD — Médico Geneticista (CRM-SP 129.169 / RQE nº 39130).

#Presbiopia #SaúdeOcular #Pilocarpina #Diclofenaco #VisãoDePerto #Oftalmologia #ESCRS #InovaçãoMédica #Geneaxis

Dr. Caio
Robledo Quaio

CRM-SP: 129.169
RQE: 39130

Médico (90a turma) pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência em Genética Médica pelo Hospital das Clínicas da USP e Doutorado em Ciências pela USP. Possui Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Genética Médica e Genômica, Acreditação Internacional pela Educational Commission for Foreign Medical Graduates, dos EUA, Observrship em Doenças Metabólicas pelo Boston Children’s Hospital e Harvard Medical School e foi Visiting Academic da University of Otago, da Nova Zelândia. É autor e coautor de dezenas de estudos científicos em genética, genômica, doenças raras, câncer hereditário, entre outros temas da genética. Atualmente, é Médico Geneticista do Laboratório Clínico do HIAE e do Projeto Genomas Raros, ambos vinculados ao Hospital Israelita Albert Einstein, e Pesquisador Pós-Doutorando da Faculdade de Medicina da USP.

Dra. Helena
Strelow Thurow

CRBIO-01: 100852

Graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Católica de Pelotas, mestrado em Biologia Celular e Molecular pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e Doutorado em Biotecnologia pela Universidade Federal de Pelotas (2011). Realizou Pós Doutorado em Epidemiologia e Pós-Doutorado PNPD em Biotecnologia, ambos na Universidade Federal de Pelotas. Posteriormente, realizou Pós-Doutorado na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo. Foi Analista de Laboratório no setor de NGS do Hospital Israelita Albert Einstein e atualmente é Analista de Pesquisa na Beneficência Portuguesa de São Paulo. Tem ampla experiência na área de Biologia Molecular e Biotecnologia.