genômica translacional no espectro autista para médicos.

Genômica translacional no espectro autista

A aplicação da genômica translacional no espectro autista começa por um diagnóstico genômico bem feito. Identificar variantes patogênicas em genes relacionados ao neurodesenvolvimento permite não só esclarecer a etiologia do quadro, mas também orientar condutas, prognóstico, aconselhamento genético e, em alguns casos, até terapias-alvo e inclusão em protocolos de pesquisa.

O desafio real não é apenas “achar uma mutação”, mas transformar o laudo em decisão clínica. É sair do relatório abstrato – painel gênico, exoma ou genoma – e chegar a recomendações concretas: quais exames complementares precisam ser feitos, que ajustes de seguimento são necessários, como orientar a família sobre recorrência, rastreamento de comorbidades e possibilidades terapêuticas.

Por que falar em genômica translacional no TEA?

O transtorno do espectro autista é um quadro heterogêneo, com participação de centenas de genes envolvidos em sinapse, plasticidade neuronal, organização cortical e vias de sinalização. Em muitos casos, a investigação genômica identifica variantes em genes com efeito grande sobre o neurodesenvolvimento, capazes de explicar boa parte do fenótipo e de apontar riscos adicionais (epilepsia, cardiopatias, alterações metabólicas, entre outros).

Traduzir esses achados em prática requer conhecer o espectro clínico das síndromes, as limitações dos testes, o que é de fato ação baseada em evidências e o que ainda é apenas hipótese de pesquisa. É isso que diferencia o uso responsável da genômica no TEA de uma leitura superficial de laudos.

Do laudo ao plano de cuidado no espectro autista

Na aula, trabalhamos com o caminho completo: da indicação do exame (painel, exoma, genoma) até a construção de um plano de cuidado individualizado. Isso inclui entender o que significa uma variante patogênica, provavelmente patogênica ou de significado incerto (VUS); como integrar o perfil genético com achados de neuroimagem, EEG, antecedentes perinatais e trajetória de desenvolvimento; e como comunicar tudo isso à família com clareza e realismo.

O objetivo é ajudar o médico a sair do “genoma abstrato” e usar a genômica de forma prática, responsável e centrada no paciente, respeitando contexto familiar, questões éticas e os limites atuais do conhecimento científico – sem prometer demais, mas também sem deixar de aproveitar oportunidades reais de medicina de precisão.

A aula “Genômica translacional no espectro autista”

Na aula “Genômica translacional no espectro autista”, do módulo “Genômica aplicada ao espectro autista” do curso “A Genômica que Todo Médico Precisa Saber”, mostramos, passo a passo, como transformar o laudo de um painel gênico, exoma ou genoma em decisões clínicas concretas. O foco é o consultório: quando investigar, o que esperar do exame, como interpretar resultados e como traduzir cada achado em conduta, prognóstico e aconselhamento genético.

Trabalhamos com exemplos práticos e mapas mentais que organizam o raciocínio desde a suspeita inicial até o seguimento de longo prazo, incluindo discussão sobre terapias-alvo emergentes e participação em protocolos de pesquisa, quando apropriado.

A Genômica que Todo Médico Precisa Saber

A genômica já está no consultório, do NIPT ao câncer hereditário e ao TEA. Se você ainda hesita na hora de transformar resultados em conduta, este curso foi feito para você. “A Genômica que Todo Médico Precisa Saber” forma do básico ao avançado, alinhando fundamentos de genômica e herança, oncogenética (mama, ovário, CCR/Lynch), genômica do TEA e interpretação aplicada à medicina de precisão – sempre com linguagem clínica, foco prático e criticidade.

E já iniciamos os módulos práticos em Ginecologia e Obstetrícia: infertilidade e risco reprodutivo, NIPT e testes invasivos, FIV/PGT, além de abordagem estruturada para câncer de mama/ovário e CCR/Lynch hereditários. É conteúdo atual, produzido por médicos geneticistas, com a chancela de quem vive a rotina assistencial e acadêmica – e com o selo DNA USP que reconhece a Geneaxis.

Curso 100% online, pensado para a prática clínica

O curso é 100% online, em português, com certificado e acesso flexível para você estudar no seu ritmo e aplicar no dia seguinte. Comece pela aula “Anatomia do Laudo” e, a partir daí, aprofunde-se em mecanismos genéticos das doenças, genômica do TEA, oncogenética e genômica translacional aplicada ao pré-natal, à oncologia e a outras áreas da medicina.

Inscreva-se e eleve o nível das suas decisões

Se você é médico ou profissional da saúde e quer se sentir mais seguro diante de laudos de painéis, exomas, NIPT, testes para câncer hereditário e investigação genômica no TEA, a Geneaxis preparou um caminho estruturado em genômica clínica.

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Conteúdo elaborado por:

Dr. Caio Robledo Quaio, MD, MBA, PhD
Médico Geneticista

Dr. Caio
Robledo Quaio

CRM-SP: 129.169
RQE: 39130

Médico (90a turma) pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência em Genética Médica pelo Hospital das Clínicas da USP e Doutorado em Ciências pela USP. Possui Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Genética Médica e Genômica, Acreditação Internacional pela Educational Commission for Foreign Medical Graduates, dos EUA, Observrship em Doenças Metabólicas pelo Boston Children’s Hospital e Harvard Medical School e foi Visiting Academic da University of Otago, da Nova Zelândia. É autor e coautor de dezenas de estudos científicos em genética, genômica, doenças raras, câncer hereditário, entre outros temas da genética. Atualmente, é Médico Geneticista do Laboratório Clínico do HIAE e do Projeto Genomas Raros, ambos vinculados ao Hospital Israelita Albert Einstein, e Pesquisador Pós-Doutorando da Faculdade de Medicina da USP.

Dra. Helena
Strelow Thurow

CRBIO-01: 100852

Graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Católica de Pelotas, mestrado em Biologia Celular e Molecular pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e Doutorado em Biotecnologia pela Universidade Federal de Pelotas (2011). Realizou Pós Doutorado em Epidemiologia e Pós-Doutorado PNPD em Biotecnologia, ambos na Universidade Federal de Pelotas. Posteriormente, realizou Pós-Doutorado na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo. Foi Analista de Laboratório no setor de NGS do Hospital Israelita Albert Einstein e atualmente é Analista de Pesquisa na Beneficência Portuguesa de São Paulo. Tem ampla experiência na área de Biologia Molecular e Biotecnologia.