vitamina C para a pele aumenta colágeno e renova a pele.

Pele bonita vem de dentro: vitamina C da dieta aumenta colágeno e renova a pele

A ideia de que pele bonita vem de dentro acaba de ganhar respaldo direto da ciência. Pesquisadores da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, descobriram que a ingestão diária de vitamina C pode causar mudanças reais e visíveis na pele. Durante oito semanas, adultos saudáveis consumiram dois kiwis ricos em vitamina C por dia e os resultados foram marcantes: houve aumento nos níveis de vitamina C no sangue e em todas as camadas da pele, acompanhado por maior espessura cutânea e renovação celular.

Isso mostra que a vitamina não só chega à pele “por dentro”, como também estimula a produção de colágeno e melhora a função de barreira da epiderme. Pela primeira vez, o estudo demonstrou de forma direta que a vitamina C que circula no sangue penetra em todas as camadas da pele, atuando como um reforço biológico para uma pele mais saudável, firme e com melhor capacidade de regeneração.

Vitamina C: muito além do creme que vai no rosto

Embora a vitamina C seja ingrediente comum em cosméticos tópicos, essa pesquisa reforça que o maior impacto pode vir da alimentação. Ao acompanhar os participantes por oito semanas, os cientistas observaram que o aumento da vitamina C no sangue se traduzia em maior concentração do nutriente nas diferentes camadas da pele, com reflexo em parâmetros estruturais e funcionais – como espessura, renovação e integridade da barreira cutânea.

Em termos práticos, o estudo sugere que cuidar da pele não é apenas uma questão de escolher o melhor sérum, mas também de fornecer diariamente os nutrientes certos de dentro para fora. A vitamina C é cofator essencial na síntese de colágeno, participa da proteção contra o estresse oxidativo e ajuda a manter a estrutura da matriz extracelular que dá sustentação à pele.

Por que a ingestão diária é tão importante?

Diferentemente de algumas vitaminas lipossolúveis, a vitamina C não é estocada em grandes quantidades pelo organismo. Isso significa que períodos prolongados sem consumo adequado podem reduzir os níveis circulantes e, por consequência, a disponibilidade do nutriente para a pele e outros tecidos. A chave, portanto, está na ingestão diária de alimentos ricos em vitamina C, mantendo um fluxo constante de suprimento.

O estudo publicado no Journal of Investigative Dermatology reforça a nutrição como estratégia para promover saúde da pele de forma natural e eficaz. Em outras palavras, o “skin care” começa antes da prateleira da farmácia: ele começa no prato.

Fontes de vitamina C na alimentação

Entre as principais fontes de vitamina C na dieta estão:

Kiwis (como usados no estudo)
Frutas cítricas (laranja, limão, mexerica)
Morangos
Pimentões
Brócolis e outros vegetais frescos

A mensagem central não é sobre um alimento isolado, mas sobre um padrão alimentar rico em frutas e vegetais, capaz de fornecer vitamina C e diversos outros compostos bioativos que atuam em conjunto na saúde da pele, do sistema imunológico, do metabolismo e de todo o organismo.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação individualizada ou orientação de profissionais de saúde, incluindo médicos e nutricionistas.

Referência científica

Artigo original em Journal of Investigative Dermatology.
DOI: 10.1016/j.jid.2025.10.587.

Assista em vídeo: vitamina C, colágeno e pele de dentro para fora

Pele, nutrição e medicina de precisão

A pele é um dos órgãos que melhor traduz a integração entre genética, estilo de vida e nutrição. Estudos como este mostram que nutrientes específicos – como a vitamina C – podem modular vias de síntese de colágeno, barreira cutânea e renovação celular, conectando aquilo que comemos ao que vemos no espelho.

Na prática, isso se alinha à proposta da medicina de precisão: olhar para a pele não apenas como superfície, mas como reflexo de processos sistêmicos que podem ser modulados por escolhas de vida, intervenções nutricionais e, quando necessário, terapias direcionadas.

Veja também este conteúdo nas redes da Geneaxis

• Instagram: ver publicação

• YouTube: assistir ao Short

• LinkedIn: ver post científico

• X (Twitter): ver publicação

• TikTok: ver vídeo no TikTok

Conteúdo elaborado por:

Dr. Caio Robledo Quaio, MD, MBA, PhD
Médico Geneticista – CRM-SP 129.169 / RQE nº 39130

Dr. Caio
Robledo Quaio

CRM-SP: 129.169
RQE: 39130

Médico (90a turma) pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência em Genética Médica pelo Hospital das Clínicas da USP e Doutorado em Ciências pela USP. Possui Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Genética Médica e Genômica, Acreditação Internacional pela Educational Commission for Foreign Medical Graduates, dos EUA, Observrship em Doenças Metabólicas pelo Boston Children’s Hospital e Harvard Medical School e foi Visiting Academic da University of Otago, da Nova Zelândia. É autor e coautor de dezenas de estudos científicos em genética, genômica, doenças raras, câncer hereditário, entre outros temas da genética. Atualmente, é Médico Geneticista do Laboratório Clínico do HIAE e do Projeto Genomas Raros, ambos vinculados ao Hospital Israelita Albert Einstein, e Pesquisador Pós-Doutorando da Faculdade de Medicina da USP.

Dra. Helena
Strelow Thurow

CRBIO-01: 100852

Graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Católica de Pelotas, mestrado em Biologia Celular e Molecular pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e Doutorado em Biotecnologia pela Universidade Federal de Pelotas (2011). Realizou Pós Doutorado em Epidemiologia e Pós-Doutorado PNPD em Biotecnologia, ambos na Universidade Federal de Pelotas. Posteriormente, realizou Pós-Doutorado na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo. Foi Analista de Laboratório no setor de NGS do Hospital Israelita Albert Einstein e atualmente é Analista de Pesquisa na Beneficência Portuguesa de São Paulo. Tem ampla experiência na área de Biologia Molecular e Biotecnologia.