Tratamento das nossas “células zumbis” pode combater o envelhecimento

“Células zumbis” é o termo utilizado para se referir às células senescentes, que são células defeituosas que entram em estado de dormência e podem causar inflamação crônica, atrapalhar a função normal dos tecidos e causar doenças crônicas. Pesquisadores da Mayo Clinic identificaram compostos que matam seletivamente células senescentes e podem tratar o processo de envelhecimento.


No ensaio clínico randomizado de fase 2, com duração de 20 semanas, 60 mulheres saudáveis pós-menopausa receberam uma combinação senolítica de dasatinibe e quercetina: os pesquisadores descobriram que essa combinação teve efeitos benéficos na formação óssea. O benefício, entretanto, não ocorreu em todas as participantes: o tratamento beneficiou principalmente pessoas com um alto número de células senescentes, aumentando a densidade mineral óssea no punho.


Mais pesquisas ainda são necessárias para identificar melhor as pessoas que podem se beneficiar de tratamentos contra o envelhecimento e que destroem as “células zumbis”, além de estudos que desenvolvam medicamentos mais específicos e potentes. As pessoas que passam por um “envelhecimento acelerado”, como os que usaram quimioterapia ou portadores de síndromes genéticas raras (ex.: síndromes progeroides), podem ter benefícios desse tratamento, uma vez que geralmente apresentam um número aumentado de células senescentes. A pesquisa também abre portas para o tratamento mais eficaz de doenças comuns, como fibrose pulmonar idiopática, demência, diabetes, doenças cardíacas, entre outras.


Link para o estudo completo: http://dx.doi.org/10.1038/s41591-024-03096-2

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Dr. Caio
Robledo Quaio

CRM-SP: 129.169
RQE: 39130

Médico (90a turma) pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência em Genética Médica pelo Hospital das Clínicas da USP e Doutorado em Ciências pela USP. Possui Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Genética Médica e Genômica, Acreditação Internacional pela Educational Commission for Foreign Medical Graduates, dos EUA, Observrship em Doenças Metabólicas pelo Boston Children’s Hospital e Harvard Medical School e foi Visiting Academic da University of Otago, da Nova Zelândia. É autor e coautor de dezenas de estudos científicos em genética, genômica, doenças raras, câncer hereditário, entre outros temas da genética. Atualmente, é Médico Geneticista do Laboratório Clínico do HIAE e do Projeto Genomas Raros, ambos vinculados ao Hospital Israelita Albert Einstein, e Pesquisador Pós-Doutorando da Faculdade de Medicina da USP.

Dra. Helena
Strelow Thurow

CRBIO-01: 100852

Graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Católica de Pelotas, mestrado em Biologia Celular e Molecular pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e Doutorado em Biotecnologia pela Universidade Federal de Pelotas (2011). Realizou Pós Doutorado em Epidemiologia e Pós-Doutorado PNPD em Biotecnologia, ambos na Universidade Federal de Pelotas. Posteriormente, realizou Pós-Doutorado na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo. Foi Analista de Laboratório no setor de NGS do Hospital Israelita Albert Einstein e atualmente é Analista de Pesquisa na Beneficência Portuguesa de São Paulo. Tem ampla experiência na área de Biologia Molecular e Biotecnologia.